Entregue à fisioterapia para se recuperar da segunda cirurgia no mesmo joelho em menos de um ano, Ronny tem uma ideia fixa: renovar contrato com o Náutico como forma de pagar a “dívida”. Desde o início da temporada no clube, o atleta jogou apenas 24 minutos. Como forma de “pagamento”, ele aceita até a fazer um contrato de risco, com duração de três meses para disputar o Pernambucano e provar que pode seguir no clube. Ronny tem vínculo com o Timbu até o final deste ano.
- Se eu for embora no futuro, vai ficar aquela coisa: eu vim, mas não joguei. Mas não depende só de mim, tem de haver uma conversa com a diretoria. Para eu assinar o contrato, já demorou porque existe o empréstimo do time da Holanda. Mas se me perguntarem, quero ficar nem que seja para jogar só no Pernambucano de 2016. Eu quero mostrar o que não mostrei.
Tido como uma das principais contratações do primeiro semestre, apresentado durante o primeiro amistoso do Náutico no ano, Ronny jogou muito pouco com a camisa alvirrubra: foram só 24 minutos no clássico perdido para o Sport por 2 a 0, válido pelo Campeonato Pernambucano. Depois disso, voltou a sentir o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo logo que terminou o clássico.
- São coisas que acontecem. Não é culpa de ninguém. Eu vinha de uma cirurgia e todo o cuidado possível foi tomado. Até quando eu machuquei, falei com o médico que me operou. E ele disse que fez todo o procedimento certo. No treino, eu estava fazendo tudo certo e dando carrinho, correndo bem. Acabou acontecendo a lesão e agora tenho de me recuperar para voltar 100%, sem problema nenhum.
Ronny se lesionou pela primeira vez quando ainda defendia o Botafogo, em abril de 2014. Em março de 2015, rompeu o mesmo ligamento, já pelo Náutico. Ele disse que, enquanto muitos pensavam que ele iria para o Rio de Janeiro ou São Paulo realizar a fisioterapia, resolveu ficar no Recife se tratando no Timbu também pelas dicas do meia Pedro Carmona, que passou por uma lesão séria no joelho direito e se recuperou no clube.
- Sabemos que não é só um ano. O próprio Carmona é exemplo disso, que ultrapassou um pouco o limite previsto pelo departamento médico. Isso porque o joelho fica machucado, mas todo o corpo sente. Carmona é um amigo e quando cheguei aqui, abriu as portas da casa dele para mim. Temos anos de amizade, conheço desde 2010. Ele me deu muita força e todo mundo pensava que eu ia para o Rio de Janeiro ou para São Paulo, mas Carmona disse para eu ficar e confiar no departamento físico do Náutico que é muito competente. Eles que recuperaram Carmona. E por ele ser um amigo meu, eu confiei muito na palavra dele e o trabalho positivo está acontecendo.
Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Imprensa Náutico
eu quero participar do nauticonet
Façam um contrato de risco com ele.
É ISSO ! FAZ UM CONTRATO DE RISCO COM PAGAMENTO POR PRODUÇÃO . SENDO ASSIM O CLUBE FICA LIVRE DE QUALQUER SURPRESA .