Foi a época em que aconteceu a crise do petróleo, o que levou os Estados Unidos à recessão, ao mesmo tempo em que economias de países como o Japão começavam a crescer. Nessa época também surgia o movimento da defesa do meio-ambiente, e houve também um crescimento das revoluções comportamentais da década anterior. Muitos a consideram a “era do individualismo”. Eclodiam nessa época os movimentos musicais do Rock and Roll, das discotecas, e também do experimentalismo na música erudita.
Nos esportes, o Brasil, vai à Cidade de Cali, na Columbia e alcança a sua melhor paricipação nos jogos dos Panamericanos: Harry Edmundo e Edgar Gijsen ganharam o ouro no double sculls e Atalíbio Magioni, Celênio da Silva e Manuel Thereso no dois com.
No Recife, o remo decreta luto oficial por três dias. Morre Raul Barradas, remador do Sport Barrozo e mergulhador. O Náutico no final de 1971, perde seus atletas para o arquirival Sport Club do Recife, que retoma a hegemonia vencendo, nessa década, nada menos que oito campeonatos contra dois do Náutico.
Os melhores atletas se concentram agora em um só clube. O Sport constrói uma moderna sede náutica, moderniza os seus equipamentos de treino e competição, o seu dirigente, Aloísio Queiroz Monteiro Filho, realiza um planejamento profissional competente para curto, médio e longo prazo.
Os outros clubes param diante da modernidade e, por falta de elementos e incentivo dos seus presidentes, declinam e são derrotados impiedosamente, ano após ano, sem poder de reação nenhum.
Enquanto um usa toda sua força política para conseguir benesses, o Náutico esquece o amadorismo e finca toda ajuda no futebol, que também não evolue por falta de um trabalho profissional competente. Os erros se avolumam, as causas trabalhistas também. Vez por outra até que tentam, mas pouco conseguem ou quase nada. Quando o Barrozo para o Náutico, ressurge como uma bruma e vice-versa.
Várias regatas de campeonato se transformam em um passeio de barco do Sport. Surgem nomes de prestígio no remo nacional, podendo destacar os campeoníssimo de Copa Norte-Nordeste.
Alan Miranda, Fernando Lira, Marcelo Ferraz, João Lira, Zenildo Japiá, Carlos Henrique Mendes, Charles Autran, Paulo Roberto Viana Lapenda (Paulo boi, força descomunal), Androcles Lima, Herivelto Alexandre da Silva, Paulo de Tarso Rabelo, Fausto Brasil Vilaverde Lopes, Samuel Mocock, Tárcio Danierbe, Edson Pinto da Silva Filho, Edmilson Pinho de Miranda, Hiljan Bartolomeu, José Otávio Meira Lapenda, Jânio César Moura, Álvaro Barros da Silveira, Antonio Carlos de Brito, Marco Melo, Ayres Milano, José Alves Gouveia, Gilvan Barreto, Sílvio Magnata, Paulo Magnata, Marcos Mulatinho, Luiz de Sá Queiroz, Salvador de Sá Queiroz, Baltazar Monteiro da Cruz, Sérgio (Astral), Amauri de Miranda Filho, Deusdedith Maranhão, Amaro Sérgio Gomes da Costa. à exceção de Mulatinho e Lula Luiz de Sá Queiroz, o resto dessa constelação flutuava apenas num clube de remo: o Sport. Vencê-los seria tarefa impossível.
O comando do campeoníssimo Aloísio Queiroz Monteiro Filho, ex-atleta de remo do próprio clube, é fundamental para o sucesso. Vencer, vencer é importante, assim como competir, e ele sabe disso. Pulso forte, dedicação absoluta, competência, conhecimento do esporte da palamenta, relacionamento perfeito com seus atletas, hoje muitos deles agradecem sua sobrevivência ao dirigente.
Sem ele, o Sport jamais conseguiria atingir o patamar alcançado de hoje em dia. Campeão oito vezes na década, seus atletas defendem o Estado disputando competições nacionais, regionais e algumas internacionais.
Vencem sempre e Aloísio não se dá por satisfeito, porque sua meta é alcançar um voo mais alto em direção ao estrelato, que já está perto.
Sem dúvida, pode ser escolhido como o dirigente do século. Para que tudo seja comprovado, abaixo relacionamos as regatas de todos os campeonatos, com nomes dos atletas envolvidos e as provas vencidas.
Por: Luiz Antonio Melo Soares
Até hoje o Remo nos dar orgulho, porque o futebol, só Jesus na causa.
Grandes bostas.