O “paredão” defensivo que Lisca havia montado nas duas últimas partidas do Náutico (a vitória de 1 a 0 para o Brasília e na derrota de 4 a 1 para o Salgueiro) será desmontado. A linha de cinco defensores – três zagueiros e dois laterais – dará lugar ao tradicional 4-4-2. Com uma vantagem em mãos sobre o time candango e podendo jogar pelo empate na próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil, o treinador vai mandar sua equipe ao ataque. É procurando marcar gols que o comandante vai tentar dar mais tranquilidade à defesa, que tem um desempenho ruim até então.
O Náutico fez 17 partidas neste ano e tomou 23 gols. Foram 12 tentos sofridos no Campeonato Pernambucano e outros 11 na Copa do Nordeste. Um número considerado muito elevado. A dupla de zaga da equipe foi constantemente modificada e isso prejudicou os planos do técnico Lisca. Elivelton e Flávio ainda estão machucados. Diego e Welton Felipe chegaram a ser desfalques e em um certo momento, o treinador teve de improvisar porque não tinha um zagueiro sequer para escalar.
Lisca entende que chegou a hora de desmontar a “barraca” e a fluidez voltar, já que o próprio número de desfalques no elenco diminuiu: o meia Guilherme, o lateral-direito David (estavam suspensos) e o atacante Josimar (estava lesionado) voltam a ser opções.
- Eu sempre me dei bem jogando com dois ou três zagueiros. Tudo é treinamento. A gente não teve tempo antes, mas agora estamos tendo. Precisamos muito crescer e chamar a responsabilidade para que o Náutico faça uma bpa Série B – disse o zagueiro Welton Felipe, o segundo mais experiente do setor defensivo, com 28 anos.
O zagueiro está novamente confirmado no time titular ao lado de Diego – a mesma dupla que jogou na derrota de 4 a 1 para o Salgueiro. Welton lamentou o fato do Náutico passar por um período de 10 dias sem jogar, o que dificulta o entrosamento da equipe.
- A gente precisava desse jogo (contra o Brasília). Infelizmente, não conseguimos essa classificação (no Pernambucano e Nordestão) e ficamos inativos. Não restou muita coisa. Temos de treinar. O importante é estar dentro do grupo, dentro do sistema tático. É bom ir atuando e conseguindo espaço no time. A gente precisa do resultado para que a confiança possa voltar.
Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Divulgação