FINALIZAÇÕES

A ‘dupla personalidade’ do Náutico ficou mais exposta no jogo diante do Paraná, na terça-feira. A derrota por 2×0 foi a terceira seguida do timbu longe de casa. Para quem ocupa uma posição de destaque – é o quarto colocado com 27 pontos – é algo que precisa ser revisto, de acordo com o próprio técnico, Lisca. Isso porque várias equipes estão se aproximando do grupo que garante vaga na Série A de 2016, tendo como maior exemplo o Santa Cruz, a cinco pontos dos conterrâneos. Paysandu, Sampaio Corrêa, Bahia e o próximo adversário, o Macaé, são os outros rivais que rondam a posição do timbu.

No total, o Náutico somou cinco pontos como visitante na Série B, fruto de uma vitória e dois empates. Na segunda rodada, os alvirrubros superaram o Boa Esporte por 1×0 e depois ficaram nas igualdades com Sampaio (1×1) e ABC (3×3). Computados apenas os confrontos como visitante o Timbu tem apenas a 14ª campanha. Foram seis gols marcados e 11 sofridos.

O outro lado da moeda é que os alvirrubros são um anfitrião de grande respeito. Têm nada menos do que a melhor campanha como visitante ao lado do América Mineiro. O Coelho só é um pouco melhor no saldo de gols: 11×9. O aproveitamento é o mesmo: 91,67%. Foram oito jogos com sete vitórias e um empate.

Uma das explicações para a disparidade é um fundamento essencial para fazer gol: finalização. O time de Rosa e Silva incomoda muito mais a meta adversária quando está na Arena Pernambuco, quase quatro chutes a mais. Nesses oito jogos a média é de 13,62. Quando sai ela cai para 9,71. Em nenhum jogo como mandante o Náutico finalizou menos de dez vezes. As melhores marcas foram na estreia contra a Luverdense e contra o Oeste: 17 vezes. As piores contra Criciúma e Ceará, 10. O total de tentativas em casa foi de 109.

A média de acertos também acompanha o raciocínio. Douglas e companhia acertam o gol adversário cinco vezes por jogo – independente de a bola entrar – quando estão no gramado de São Lourenço da Mata. Fora essa média cai para 3,71.

Fora, o pior momento foi na derrota por 2×1 para o Mogi Mirim. A ironia é que o aproveitamento foi de cem por cento. Na única vez que chegou, o time vermelho e branco fez o gol. O maior volume aconteceu na derrota para o Atlético-GO, com 13 finalizações. Como visitante foram 68 finalizações. A média de erros não segue a mesma linha dos jogos como mandante. O time manda para fora em média 8,62 bolas para fora quando recebe os adversários. Quando os visita ela cai para seis por jogo.

Por: Wladmir Paulino/Blog do Torcedor
Foto: Imprensa Náutico

3 respostas a FINALIZAÇÕES

  1. Leinad Monte disse:

    Finalizações Versus Atacantes Versus Quem Sabe Chutar: : : -O Problema é Crônico, Dentro e Fora da Arena. E, por conta disso, estamos sempre atrás de quem tem os mesmos Pontos na Classificação. E isso DESCLASSIFICA>
    Tenho Dito!

  2. Mário Silva disse:

    Até o ABC consegue contratar um jogador que preste(Edno), a porra do Santa Cruz contratou um elenco melhor do que o nosso, sem falar do Grafite, só essas derrotas que temos na nossa diretoria, essas mazelas, ficam o ano todo conversando merda e temos que aguentar Lisca, Rogerinho, Guilherme, Gaston, Josimenos, Stefano Ruinhuri.

  3. Bruno Marinho disse:

    O que tinha de falar do jogo passado, já foi falado.

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