A última grande conquista do Náutico foi em 2011, o acesso à Série A. De lá para cá, houve uma série de problemas – dentro e fora de campo -, que determinou o jejum atual. Após um início de 2015 abaixo das críticas – eliminado no Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste nas fases classificatórias -, a imagem ficou ainda mais arranhada. Por isso, um desafio do elenco na disputa da Série B é grande. O primeiro passo para se fazer favorito é recuperar o respeito.
Lá fora, a ideia de que o clube está “ruim das pernas” também pesa na hora de traçar um planejamento. Muitos jogadores não aceitam o convite, por conta da fragilidade econômica e receio de participar das competições como coadjuvantes.
- Estava faltando a gente ser mais temido, ter mais respeito dos outros. O adversário olhar assim e pensar: “Vamos pegar o Náutico”. Mas isso só vem no jogo a jogo. A gente só vai conseguir isso com resultados. Se a gente ganhar do Boa Esporte, o Criciúma vai chegar nos respeitando mais – disse o meia Pedro Carmona.
O chamado respeito, pelos jogadores, fragilizou-se ao passar dos anos, principalmente nas competições nacionais. Nos últimos tempos, os resultados do Timbu falam por si só. Em 2013, no Estadual, foi eliminado pelo Santa Cruz nas semifinais. Na Sul-Americana, saiu ao ser derrotado, na disputa de pênaltis, pelo rival Sport, na fase nacional. Na Série A a coisa só piorou: o time foi rebaixado na última posição, com 20 pontos, em 38 jogos.
O processo de ressurgimento, em 2014, teve a disputa de final do Pernambucano, mas o Sport se sagrou campeão. O técnico era o mesmo de hoje, Lisca, que está na segunda passagem pelo clube. Na Série B, o projeto desmoronou dentro de campo. Lisca pediu demissão. Sidney Moraes o substituiu e foi demitido no decorrer do torneio. Por fim, Dado Cavalcanti evitou o pior. Fora de campo, inúmeras crises financeiras.
- É difícil trazer jogadores porque muitos ainda carregam uma imagem ruim do Náutico pelo que ficou no passado recente. Mas a diretoria está se esforçando muito nesse processo com sua nova filosofia e estamos conseguindo trazer jogadores de um bom nível – disse o técnico Lisca, pouco antes da disputa da Série B começar.
Os salários atrasados agitaram o ambiente. Na reta final da Série B de 2014, os jogadores chegaram a fazer greve e foram jogar futevôlei – com o material do Náutico no corpo -, na Praia de Boa Viagem.
Fora da Copa do Nordeste de 2016, por causa da goleada por 4 a 1, levada do Salgueiro, este ano, pelo Pernambucano, que o tirou das finais do campeonato, todas as fichas estão depositadas na nova chance de chegar à Série A.
- Estamos começando uma competição nova e temos de ter ambições. Se entramos na competição que um vai ser campeão, por que a gente não pode pensar nisso? Se no fim não formos campeões, temos de saber que fizemos o nosso melhor. Não adianta chegar lá no fim e se lamentar. Se a gente começar a Série B pensando alto, não tem espaço para lamentação. Mas não falo da boca para fora. Eu vejo qualidade para a gente almejar algo bom na competição. Penso grande sempre – disse o zagueiro Fabiano Eller.
Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Eduardo Neves/Reprodução
Nós temos uma grande parcela de culpa nisso tudo. Sejamos mais participativos, unidos dentro e fora do campo, no grito, na raça e tudo se transformará. Sou sócio, estou sempre no campo, estou e estarei sempre com o NAUTICO, não importa como estiver, faço a minha parte. Torcida unida, jamais será vencida. Pelo NAUTICO TUDO!
E digo mais Aldo, vocês vão ver essa arena cheia com trinta mil torcedores ao final desse campeonato, só depende do time.
Essa diretoria está com a faca e o queijo na mão, só precisam de mais três peças pra esse time embalar.
O respeito só vem com as vitórias.
Se jogar naquela correria de sábado – ainda que sem muita qualidade – será um time respeitado.