O gol do hexacampeonato timbu devidamente registrado em vídeo

Uma relíquia acaba de ganhar a internet. Nada menos que o vídeo da final do Campeonato Pernambucano de 1968. Sim, o jogo que marcou o título mais importante da história do Náutico. A vitória que valeu a exclusividade, o hexacampeonato estadual…

Um filme que parecia perdido ressurge 46 anos depois. A raridade foi encontrada no acervo de Cesar Nunes, no Rio de Janeiro, com 1.800 películas, entre cinejornais e documentários. O registro da projeção foi publicada no facebook pelo Náutico Retrô.

Apontado na gravação como “O Clássico do Nordeste”, o jogo aconteceu em 21 de julho de 1968, com inacreditáveis 31.061 torcedores nos Aflitos, no maior público da história do Eládio de Barros Carvalho. O Timbu venceu o Sport por 1 x 0, gol de Ramos, e levantou a sexta taça consecutiva.

Por mais que a partida tenha sido filmada, durante anos (décadas) os registros ficaram perdidos. Na Rede Globo Nordeste, dona do maior centro de documentação audiovisual do estado, os arquivos regulares começam em 1980. Da década de 1970, apenas alguns jogos.

Portanto, o vídeo de 2 minutos e 56 segundos, em preto e branco, é uma oportunidade especial para reviver um grande capítulo da história do futebol pernambucano, incluindo o gol do título. Ainda há o curioso fato de que a final passou ao vivo na televisão para o Recife…

Por: Cassio Zirpoli /Diário de Pernambuco

11 respostas a O gol do hexacampeonato timbu devidamente registrado em vídeo

  1. MARCIO NUNES disse:

    BOA TARDE. SOU MÁRCIO NUNES, HERDEIRO E PROPRIETÁRIO DO ACERVO CESAR NUNES.
    HAVENDO INTERESSE EM ADQUIRIR A PELÍCULA ORIGINAL E A CESSÃO DE DIREITOS AUTORAIS DEFINITIVOS, É SÓ ENTRAR EM CONTATO.
    ASSIM PODERÃO DIGITALIZAR O FILMES E UTILIZAREM COMO QUISER EM PROJEOTOS FUTUROS.

  2. ROBERTO ARAUJO disse:

    Saudade. Quando vejo este time e o dia hoje, digo: Meu Deus muita diferença.

    Renato, Hiltinho, Rogerinho, Flávio e Guilherme nunca foram jogadores.

  3. Luciano França disse:

    DEPOIS DE 47 ANOS SINCERAMENTE EU JÁ NÃO GOSTO DE RELEMBRAR ESSAS CENAS ! ATÉ UNS 20 ANOS ATRÁS EU ME EMPOLGAVA. HOJE EU JÁ NÃO GOSTO !

    O HEXA TEVE UM PREÇO MUITO CARO !!

    O HEXA É O MARCO DO FIM DE UMA ERA DE OURO DO NÁUTICO QUE COMEÇOU BEM ANTES DO HEXA, NO ANO DE 1950, CONFORME MEUS FAMILIARES ME FALAVAM. O TIME DO NÁUTICO QUE FOI CAMPEÃO NOS ANOS DE 1950; 1951; 1952 E 1954 (ERA PARA TER SIDO PENTACAMPEÃO PERDENDO PARA O SPORT O DE 1953 POR UM DETALHE) ERA TÃO BOM QUANTO O DO HEXA ! ALIÁS O TIME DO HEXA DE 1968 JÁ NÃO ERA TÃO BOM QUANTO UM OU DOIS ANOS ANTES. EM 1968 SÓ RESTAVAM IVAN, GENA E LALA. FRAGA E MAURO VINHAM DE UMA SEQUENCIA DE LESÕES. MAURO NÃO FOI MAIS O MESMO E RETORNOU PARA O CEARÁ SPORTING E FRAGA FOI PARA O SPORT POUCO DEPOIS. EM 1968 O SPORT TINHA UM TIME BOM (11 JOGADORES,) MAS NÃO TINHA UM ELENCO. ISSO FEZ A DIFERENÇA !! O TIMBA TINHA DISPUTADO NAQUELE ANO A SULAMERICANA E PODE REPATRIAR JOGADORES QUE TINHAM SIDO DO ASPIRANTES DO VASCO DA GAMA E ESTAVA NA VENEZUELA COMO RAMOS, RATO, EDE E O ZAGUEIRO MATIAS. O ELENCO MAIOR DO NÁUTICO E O FATO DE O SPORT TER PEDIDO SEUS DOIS MELHORES JOGADORES DURANTE O CAMPEONATO, OU SEJA, VADINHO (LESIONADO) E ACELINO (CENTRO-AVANTE QUE RETORNOU AO VASCO DA GAMA) FIZERAM A DIFERENÇA !! O CAMPEONATO PERNAMBUCANO TERMINOU EMPATADO, MAS O NÁUTICO TINHA O PRIVILÉGIO DO MANDO DE CAMPO PARA UMA ÚNICA PARTIDA DE DESEMPATE.

  4. Rivaldo disse:

    Apontado na gravação como “O Clássico do Nordeste”, o jogo aconteceu em 21 de julho de 1968, com inacreditáveis 31.061 torcedores nos Aflitos, no maior público da história do Eládio de Barros Carvalho. O Timbu venceu o Sport por 1 x 0, gol de Ramos, e levantou a sexta taça consecutiva. Não entendo por que hoje só cabem 18 mil.

    • Ricardo disse:

      Eu assisti esse jogo das cadeiras cativas. Todas as dependências estavam absolutamente superlotadas com todos espremidos como sardinhas em latas. Por baixo das duas arquibancadas que foram ampliadas para baixo tivemos torcedores assistindo ao jogo em pé também espremidos. Tinha gente que superlotou as dependências do placar balança mais não cai.
      Nas 4 torres de refletores das gerais estavam com gente nas escadas penduradas sem qualquer segurança. Na geral entre o primeiro degrau e os alambrados, tinha torcedores assistindo ao jogo em pé tudo superlotado.
      Mais mesmo assim é um público que eu também acho muito estranho de ter cabido na época no pequenino Aflitos.
      Por exemplo Náutico 0 x 1 Grêmio naquela catástrofe só deram 29.891 pessoas com o estádio também hiper lotado com as arquibancadas e gerais já ampliadas do forma como hoje se encontra. Tudo bem que no espaço reservado aos torcedores do Grêmio estava bem folgado.
      Já no jogo Náutico 0 x 2 América Mineiro em 1997 nos Aflitos, dizem que deram 28 mil pessoas com o estádio apenas semi ampliado até aquele momento. Tudo bem que nesse jogo ainda havia um grade espaço entre o primeiro degrau da antiga geral ainda existente e os alambrados que foram avançados não sei quantos metros para próximo do gramado para dar espaço ao primeiro degrau da atual e nova geral. Ali tinha um enorme espaço onde muitas pessoas assistiram a esse jogo em pé.
      Mais voltando o público da partida final do hexa nesse nível é bem duvidoso. Mais está nos jornais e na internet. Deve ter sido verdade. Tava todo mundo espremido. Eu sou testemunha. Hoje em dia nos Aflitos cabem mais de 25 a 30 mil pessoas espremidas nas arquibancadas se a segurança nos jogos permitisse tal presença de público. Só deixam vender no máximo 19 mil ingressos para o atual Aflitos.

    • Luciano França disse:

      NAQUELA ÉPOCA, OS CLUBES SÓ TINHAM DUAS FONTES REGULARES DE RENDA: ARRECADAÇÃO DAS MENSALIDADES DOS SÓCIOS E RENDA DAS BILHETERIAS. POR ISSO, QUANTO MAIS GENTE PAGASSE OS INGRESSOS MELHOR SERIA !!!

      NÃO HAVIA PREOCUPAÇÃO COM ACIDENTES DENTRO DO CAMPO (DESABAMENTOS). EM COMPENSAÇÃO NÃO HAVIA TORCIDAS ORGANIZADAS !! QUEM ERA SÓCIO DO NÁUTICO ASSISTIA NAS SOCIAIS (SOMENTE A TORCIDA DO NÁUTICO). FORA DAS SOCIAIS, AS TORCIDAS SE MISTURAVAM. VOCÊ ASSISTIA AO JOGO TRANQUILAMENTE AO LADO DE UM TORCEDOR DO SPORT OU DO SANTA CRUZ. NÃO HAVIA SEPARAÇÃO DE TORCIDAS. QUASE NÃO HAVIA BRIGAS. BRIGAS ERAM RARAS: QUANDO UM OU OUTRO BEBIA UM POUCO MAIS.

      OUTROS TEMPOS !!

      • Ricardo disse:

        Luciano é verdade. Naquela época não havia preocupação nenhum com a segurança dos torcedores nos estádios, isso no Brasil todo. Um dos maiores exemplos foi Brasil 1 x 0 Paraguai no Maracanã pelas eliminatórias de 1969. O maior público do velho Maracanã de 183.341 pagantes. Um absurdo.
        Mais na final do hexa me lembro perfeitamente que nossa torcida em maior número, pois jogávamos dentro de casa se acomodaram nas sociais, cadeiras e arquibancadas do lado do Country Club. A do Sport em sua menor escala naquele jogo ficou acomodada nas arquibancadas da entrada dos Aflitos. Nas antigas gerais baixinhas com apenas cinco a seis degraus é que ouve certa mistura de torcedores do Náutico e do Sport. Mais de fato a paz reinava nos jogos daquelas épocas.
        Saudações

  5. Wilton de Carvalho Junior disse:

    Exaltar o Hexa, tudo bem! Mas é necessario ter vontade de ser hexa novamente e até supera-lo! neste aspecto o clube se apequenou, infelizmente.

  6. Ricardo disse:

    Eu não sei até hoje o por que de não termos o vídeo tape completo desse jogo que é uma pena.

    Será que naquela época nada era gravado pelas câmeras das TVs locais?

    Até hoje não tenho uma resposta.

  7. HAMILTON disse:

    ESTA PORRA DA COISA NOGENTA DA ILHA DO MANGUE ERA NOSSO FREGUES QUE TEMPO BOM.

  8. Bruno Marinho disse:

    Bela relíquia.

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