Quando Lisca anunciou que escalaria três zagueiros, justamente na hora que o time precisava vencer, ficou no ar a suspeita de que a fama de “doido” do professor era verdadeira. Duas rodadas e duas vitorias depois, ele anda rindo por último.
“Aqui no Brasil, as equipes só pensam em atacar, atacar, mas esquecem de dar consistência à zaga”, afirmou, ainda no gramado do Nildo Pereira, em Serra Talhada, onde o Alvirrubro bateu o time da casa, por 2×0, neste domingo (15), pelo Campeonato Pernambucano.
Com o trio Welton Felipe, Flávio e Elivélton, o Náutico, que havia tomado cinco gols em dois jogos (3×3 contra o Piauí e 2×2 frente o Central), passou incólume nas vitórias diante Moto Clube (1×0) e Serra Talhada (2×0). “Os caras estavam toda hora na cara de Júlio César e nós precisávamos consertar essa vulnerabilidade”, afirmou Lisca.
O próprio Júlio César deu seu testemunho. “Não é que eu não queira trabalhar, mas a bola estava chegando muito no gol. Agora, estamos com mais segurança para a gente jogar com tranquilidade”, disse o goleiro alvirrubro.
Opinião comungada pelo atacante Josimar, que mesmo lá na frente notou a melhora na parte de trás do time. “Os jogadores abraçaram a ideia de entrar primeiro para não tomar gol, pois aí depois alguem acaba marcando lá na frente”, afirmou o camisa 9, que comprovou a própria tese marcando um dos gols no Sertão.
Ao contrário dos dois jogos que esteve no comando do time – Lisca não considera a partida contra o Central como sua “estreia” -, quando a vitória e só a vitória era o que interessava, o Nautico pode se dar ao “luxo” de empatar no confronto seguinte, frente o Salgueiro, que garante a classificação como primeiro do grupo na Copa do Nordeste.
Por: Alvaro Filho/Blog do Torcedor
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem