APROVEITAMENTO

Com 100% de aproveitamento contra o Vila Nova/GO, Renan Oliveira projeta duelo e mira arrancada na Série B
Na nona colocação da Série B do Brasileirão, o Náutico precisa vencer na rodada deste final de semana para não se afastar dos primeiros colocados. A equipe soma 28 pontos, cinco a menos que o CRB, clube que fecha o G-4.

O adversário deste sábado (27) será o Vila Nova/GO, time que o meia Renan Oliveira costuma ter boas lembranças, afinal o atleta enfrentou três vezes o clube em sua carreira e nunca perdeu. O aproveitamento, aliás, é excelente, são três vitórias e um gol marcado diante da equipe. “Não é fácil jogar lá em Goiânia. Mas espero manter essa sequência de vitórias contra o Vila Nova, até porque mais do que nunca precisamos dos três pontos nessa rodada. Se eu puder ajudar com gol, melhor ainda, mas o fundamental é a vitória”, destacou o jogador, que tem passagem pelo futebol goiano em 2012 e 2013, quando defendeu as cores do Goiás.

Com um empate e uma derrota nas últimas duas rodadas, a partida ganha ainda mais importância pois o Vila Nova está apenas dois pontos atrás do Timbu. Para Renan Oliveira, a equipe pernambucana precisa encontrar um equilíbrio em campo para conseguir uma sequência de bons resultados. “Nosso objetivo é o G-4. Precisamos repetir o que fizemos no início do turno, onde tivemos uma boa sequência com quatro vitórias e um empate. Uma arrancada como essa é muito importante para voltarmos efetivamente na briga pelas primeiras posições. Temos que estar sempre nessa disputa, não podemos ficar para trás”, finalizou.

A partida entre Vila Nova e Náutico acontece às 16h20, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga.

Por: Alexandre Rosa/Assessor de Imprensa
Foto: Léo Lemos/Náutico

Uma resposta a APROVEITAMENTO

  1. Eduardo Ferreira disse:

    HOJE É DIA DE SEGUIR O EXEMPLO DO INTER.

    A PAIXÃO POR UM TIME SE ASSEMELHA A UMA FÊNIX
    Um time de futebol é um polarizador de emoções. As cores unem todos os corações, ampliam os gritos de gol e incendeiam os torcedores. Uma paixão por um clube se fortalece tijolo a tijolo. Cresce com as vitórias; arrefece com as derrotas. Mas não morre. Cada torcedor carrega no seu peito uma fênix. Ela morre e ressuscita das cinzas das derrotas. Essa paixão imorredoura atravessa crises existenciais. Não se acaba.
    Torcedor não troca de camisa. Não torce contra seu time. Suporta ironia, gozações, mas não arreda pé de sua paixão. Essa relação tem como maior exemplo o Internacional de Porto Alegre, o colorado gaúcho. Ao surfar pelo site do Inter, constata-se essa paixão colorada. Em texto recheado de fatos históricos, um detalhe me chamou a atenção: a construção do estádio.
    “Exatamente no ano em que estava terminando uma longa hegemonia do Inter no futebol gaúcho, 1956, começou a história da construção de um grande estádio, o Beira-Rio. No dia 12 de setembro de 1956, o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, um homem do futebol, que por várias vezes presidiu o Inter, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área que seria aterrada no rio Guaíba. Na verdade o Inter estava ganhando era um terreno dentro da água. Só em 1959 o clube fincava as primeiras estacas do Beira-Rio”.
    Mas o que me deixou de queixo caído foi o parágrafo seguinte: “O Beira-Rio foi construído em grande parte com a contribuição da torcida, que trazia tijolos, cimento e ferro para a obra, inclusive do interior. Nesse sentido, havia programas especiais de rádio, para mobilizar os torcedores colorados em todo o Rio Grande do Sul. Consta que até Falcão, mais tarde ídolo colorado, chegou a trazer tijolos para a construção”.
    Num intervalo de 34 anos – entre 1956 e 1990 – o maior rival do Inter, o Grêmio Porto alegrense conquistara 18 campeonatos. Foram um hepta, um hexa e uma penta. Nem por isso, os colorados deram as costas ao clube. Pelo contrário, o clube renasceu das cinzas com o apoio concreto dos torcedores.
    Essa paixão colorada me transportou ao meu clube de coração, o Náutico. O torcedor alvirrubro, carente de vitórias, chegou a ser motivo de gozação numa postagem no Facebook. Uma amiga assistia a uma partida do Brasil pelas Olimpíadas em companhia de um alvirrubro. Não aguentou. Era muito pessimismo para uma pessoa só.
    Esse pessimismo fica claro, patente, nos sites do clube, principalmente no Nauticonet. A situação chegou a uma disputa político-ideológica, como se uma torcida fosse dividida, nas arquibancadas, em direita, centro e esquerda. Paixão por um clube está acima de qualquer ideologia.
    Nesse caldeirão, a diretoria lançou na terça-feira, 23 de agosto, a campanha Voltando para Casa, destinada à arrecadação de fundos. Mensalidades de acordo com o nível de renda de cada torcedor. Valores diferenciados porque o Náutico não é mais o time da elite. Não se pede tijolo, nem cimento, nem ferro. Com a contribuição, o clube quer ter seu campo, seu caldeirão, uma casa para chamar de sua.
    Vamos reacender a chama da nossa paixão. É hora de todo mundo lutar por um objetivo: voltar ao Eládio de Barros Carvalho.

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