NÁUTICO

À medida que um jogador se aproxima dos 40 anos, a pergunta fica mais e mais frequente: “Quando vai parar?”. O zagueiro do Náutico Fabiano Eller, aos 38, foi submetido a este questionamento. E afirmou que, apesar da idade já avançada, não pensa em abandonar o futebol e nem projeta uma idade para sair de cena.

A justificativa para prolongar indefinidamente a carreira tem duas principais razões, segundo o zagueiro: a maior delas é o prazer de jogar futebol.

- Eu ainda sou feliz jogando futebol. Gosto de atuar, tenho muito prazer em fazer o que faço. É importantíssimo, em qualquer serviço, que você tenha prazer de trabalhar. Às vezes você é bem remunerado, mas, se não estiver feliz, o serviço não rende.

Eller diz que essa felicidade de jogar, que tantos atletas perdem ao longo da carreira, é o seu grande diferencial. E pode ser verificado no dia a dia.

- Hoje, eu venho treinar e jogar alegre. Tem jogador que, quando tem treino de manhã, por exemplo, reclama que tem que vir. Eu, não. Acordo feliz para vir trabalhar.

O outro fator preponderante para não estabelecer um prazo para pendurar as chuteiras é relacionado ao desempenho.

- Por coincidência, Gil Mineiro veio me perguntar um dia desses até que idade eu iria jogar. Falei que não tinha como garantir, nem como projetar uma data. Vou jogar até onde der. Tenho contrato até abril com o Náutico, espero ficar até o fim do ano. O importante é que vejo que consigo render. No ano passado, aqui no Náutico, fiquei de fora de pouquíssimos jogos. Enquanto render, vou estar jogando.

Por conta da idade e da experiência de quem já passou por grandes equipes do futebol nacional e até internacional, Eller acredita que tem um papel importante no Náutico: o de ser líder.

- Sou um cara vitorioso, tenho uma carreira bonita. Sei que vou ser cobrado pelo que estou fazendo, mas também pelo que já fiz. Então, tenho que dar o exemplo todos os dias. Em qualquer clube que eu for, vou tentar dar meu melhor, para que, no dia que eu encerre o vínculo, a torcida, a diretoria, cheguem em mim, apertem minha mão e digam que fiz a diferença.

Por: Rômulo Alcoforado/Globo Esporte
Foto: Imprensa Náutico

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