LIÇÕES

“Criado” no Paraguai, Schuster quer usar lições aprendidas para ajudar o Náutico
Volante de 30 anos passou maior parte da carreira atuando fora do Brasil; agora no Náutico, quer aliar a experiência que tem à grandeza do clube para se ver livre da Série C

Willian Schuster, apesar de brasileiro, tem uma história extensa longe das terras tupiniquins. Ao longo dos seus 30 anos, dos 14 clubes onde atuou, sete foram fora do país – a maioria no Paraguai. Também tem familiaridade com Pernambuco, já que, aos 19 anos, saiu do Vitória-BA e jogou seis meses pelo Porto-PE, antes de se transferir para o primeiro clubre paraguaio, o 3 de Febrero. Hoje no Náutico é uma das opções do técnico Roberto Fernandes, que já o testou várias vezes no time titular – inclusive, começou a derrota de 1 a 0 para o Ceará jogando lá.

- Eu fui bem cedo lá para o Paraguai. Tinha 19, 20 anos. Na época, o meu empresário me levou. No primeiro ano, fui muito bem e acabei indo para um time maior. Tive a oportunidade de jogar a Libertadores, com 21 anos. Um caminho que aqui no Brasil só estando em um time grande, de Série A. E aí fui ficando no Paraguai. Fiquei seis anos lá e fiz uma temporada na Venezuela, também.

O time que deu a Schuster a possibilidade de disputar a Libertadores foi o Guarani-PAR. Na ocasião, a equipe dividiu o grupo 2 com o Boca Juniors, Deportivo Cuenca-ECU e Deportivo Táchira-VEN. Entretanto, não avançou na competição. Ao fim da temporada, retornou ao 3 de Febrero e, nos quatro anos seguintes, passou por quatro clubes: Independiente FBC-PAR, Petare FC-VEN, Spotivo Luqueño-PAR e 12 de Octubre-PAR.

“Foi muito bom para mim. Aprendi bastante lá (no Paraguai). Pude amadurecer bastante como jogador. Grande parte da base que tenho no futebol é de lá. Tanto no futebol paraguaio quanto no venezuelano, o lado físico é bem mais presente. Tem uma pegada, intensidade, uma correria maior. Aqui deu uma aumentada (no Brasil), mas lá continua sendo mais competitivo.”

Ao fim de sete anos, em 2015, retornou ao estado natal, o Rio Grande do Sul. Por lá, defendeu o Novo Hamburgo. Após um bom Estadual, se transferiu para o Grêmio. No Tricolor, não teve muitas oportunidades e, na temporada seguinte, defendeu o Atlético-GO, onde foi campeão brasileiro da Série B. Após esse tempo no Brasil, arrumou as malas e foi para Doha, no Catar, defender o Al-Mu’aidher. E, em um amistoso, por não conhecer costumes locais, passou por uma situação curiosa.

- Era um amistoso contra um time da Arábia Saudita, na pré-temporada. No intervalo do jogo, os jogadores árabes pararem e começarem a rezar ajoelhados no meio de campo. Por conta da religião. Lá tem cinco templos que começam a tocar, com alto-falantes em toda a cidade. Dá os horários exatos e começa a oração. Aí o pessoal para tudo, se ajoelha e começa a rezar. Se tiver rolando jogo, esperam até o intervalo. O jogo só volta a acontecer quando eles terminam mesmo. Mas lá foi muito legal. É um país de outro nível.

Ainda em 2016, retornou ao Brasil, para o Fortaleza e, já em 2017, acertou com o Náutico. Schuster afirma que, pela grandeza, o clube pode sair da situação que está.

- Eu vim para cá porque acredito, ainda (livera o Náutico do rebaixamento). Eu estava em uma situação complicada no Fortaleza e não queriam me liberar. Inclusive, no último dia lá, o treinador pediu para eu ficar. Por isso, foi uma decisão difícil. Mas aí surgiu essa oportunidade aqui, eu acreditei e ainda acredito que podemos tirar o Náutico dessa situação. Pela grandeza e pela tradição.

Matéria: http://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/nautico/noticia/criado-no-paraguai-schuster-quer-usar-licoes-aprendidas-para-ajudar-o-nautico.ghtml
Por: Eryck Gomes, Recife
Foto: Léo Lemos-Comunicação Náutico

2 respostas a LIÇÕES

  1. alexandre maia brandao disse:

    AMIGOS PAREM DE PRECONCEITO O TIAGO CARDOSO FALHAVA EM TODOS OS JOGOS , NÃO DAVA A MENOR CONFIANÇA ,JÁ NÃO QUERIA NADA , POIS PEDIU PARA SAIR, VAMOS VOLTAR PARA OS AFLITOS URGENTE , NÁUTICO SEMPRE.

  2. Bruno Marinho disse:

    Eu renovaria com ele.

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