Roberto Fernandes sinaliza Náutico “mesclado” contra o Pesqueira
Com calendário apertado, técnico do Timbu tem conversado com os jogadores desde o início do ano: “Eu cobro a eles até meio constrangido”
O Náutico usou sua força máxima na partida da última quarta-feira no empate diante do Cordino-MA, que classificou a equipe para a segunda fase da Copa do Brasil. Mas, ao que tudo indica, o time que entrará em campo neste sábado, contra o Pesqueira, pelo Campeonato Pernambucano, será bem diferente. Por conta do calendário apertado, o técnico Roberto Fernandes se vê obrigado a mexer e a “mesclar” sua equipe para o duelo que ocorre no Estádio Joaquim de Brito, às 20h.
No planejamento traçado por Roberto Fernandes, o Náutico deve entrar com a maioria dos seus titulares no jogo contra o Botafogo-PB, pela Copa do Nordeste. No Estadual o Timbu é líder, com sete pontos conquistados (vence o Sport nos critérios de desempate).
- É impossível e ilegal eu usar os mesmos jogadores. Como temos uma distância um pouco maior de dois dias, para o jogo de sábado, eu devo mesclar sábado. E no jogo contra o Salgueiro, que é dois dias antes do jogo contra o Botafogo-PB… O Pernambucano classifica oito equipes. A Copa do Nordeste classifica dois de quatro.. E contra o Salgueiro vamos usar uma equipe 100% diferente do que vai ser contra o Botafogo-PB.
Segundo o treinador, o grupo já estava ciente que o tempo de recuperação entre os jogos seria curto. Mas, mesmo percebendo um desgaste dos seus jogadores, Roberto Fernandes disse que não para de cobrar. Mas faz isso “até constrangido”.
- A primeira causa é que sem trabalho não existe evolução. Estou cobrando deles até constrangido porque eu não trabalho. Mas a gente já sabia disso. Precisamos de 110% de cada um porque não temos tempo para treinar. E temos de entrar ligados, focados e nos entregar. Não tem jogo mais importante e menos importante. Se os jogadores estão no grupo, querem ser titulares. E quando entram, a cobrança é a mesma.
Roberto tem cobrado apenas a questão do foco aos jogadores. Sempre que tem oportunidade, cita o jogo contra o Sport como exemplo. Na ocasião, o Timbu venceu por 3 a 0, mas nos jogos seguintes não conseguiu repetir a atuação.
- Mostrei o calendário a todos os jogadores na primeira reunião que tivemos. E eu disse que eles não têm nada a ver com o passado, mas têm tudo a ver com o presente, com esse ambiente de pressão, de cobrança, o clube está há 14 anos sem ganhar um título. E não temos elenco com nomes recheados de craques, somos operários e tem que cair a ficha em todos. Precisamos ter responsabilidade, de fazer de cada jogo uma decisão. E depois do clássico, quando fizemos a melhor partida do ano, um resultado que ninguém esperava, fizemos jogos muito abaixo. E precisamos voltar a jogar como jogamos no clássico.
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Por: Daniel Gomes/Globo Esporte Recife
Foto: Léo Lemos/Comunicação Náutico