Outubro de 1972
Campeonato brasileiro
Náutico 3×0 Atlético-MG
O endiabrado Dedeu
O endiabrado Dedeu
Outubro de 1972. Chega ao Recife para enfrentar o Náutico o time do Atlético Mineiro, o Galo das Alterosas, campeão brasileiro de 1971. Um time de recheado de estrelas.
O goleiro era nada menos que o uruguaio Ladislao Mazurkiewicz.
No resto do time todos os titulares campeões do ano anterior: Humberto, Grapette, Vantuir e Odair. Wanderley e Humberto Ramos, Lola, Dario, Laci e Tião.
Mas o Náutico era o Náutico. Goleiro por goleiro trocava um pelo outro. Lula Monstrinho ainda fazia das suas debaixo dos três paus.
Gena e Sidcley na defesa. Vasconcelos era o camisa 10. Na ponta direita o endiabrado Ederlindo Pereira da Silva, o nosso querido Dedeu. Paraguaio no comando do ataque era a referência.
Dedeu numa cabeçada fulminante abriu o placar no primeiro tempo. No início da segunda etapa, de novo Dedeu, endiabrado, fez que foi, fez que foi, e terminou fundo no gol. 2×0.
No finalzinho do jogo Elói deu cifras definitivas. 3×0 Timbu. Uma vitória maiúscula, expressiva, em cima do melhor time do Brasil na época.
Após o jogo Dedeu era todo alegria nas entrevistas. “Dei sorte”!
Sorte o que, Dedeu!! Você foi de uma competência fenomenal. Venceu o paredão Mazurkiewicz por duas vezes, coisa que Pelé, com toda a sua grandeza, não conseguiu na copa de 1970.
Naquela noite de quarta-feira, há 46 anos, em pleno estádio do Arruda, 11 mil fanáticos alvirrubros viram o “Galo virar Galinha”!
Carlos Henrique Meneses