Santos 0×0 Náutico
Brasileirão 07/12/2008
“O dia de São Eduardo”!
O Náutico chegava no último jogo precisando de um empate para não ser rebaixado. Jogo dificílimo contra o Santos, na Vila Belmiro.
Poucos acreditavam no “milagre”! O Santos jogava pela vitória para disputar a Copa Sulamericana, e além disso, o aproveitamento do Náutico fora dos Aflitos era sofrível.
O negócio então foi acender muitas velas, fazer figas e rezar, mas rezar muito!
Chegava o dia D! O domingo 07 de dezembro seria para o Náutico o dia da agonia ou do êxtase.
Uma vitória nos levaria para a Sulamericana. Caso desse empate nos manteríamos na série A para 2009. Mas em caso de derrota, aí era “segunda sem primeira”!
O nome do jogo foi o goleiro Eduardo. O mesmo da campanha de acesso em 2006, e da brilhante campanha de reação no meio do brasileirão de 2007.
Se goleiro bom tem que sorte, nesse dia, Eduardo provou que era o melhor goleiro em atividade no futebol brasileiro.
Logo nos primeiros minutos de jogo deu para ver o quanto de sofrimento viria pela frente. Mais parecia uma “zorra”! Só dava Santos. Aliás, só dava Santos e Eduardo. O nosso goleiro estava de “corpo fechado”.
Eduardo pegou tudo, e mais um pouquinho. Foram defesas impressionantes, algumas chamadas de “impossíveis”, outras de puro reflexo.
Eduardo estava compenetrado no jogo. Sabia de sua responsabilidade. Dias antes ele havia me confidenciado: ” Doutor, domingo a gente não leva gol”!
O juiz ainda deu mais cinco minutos de acréscimos. 90 minutos de angústia e sofrimento já tinham sido demais. Entreguei a Deus o destino do Timba.
A Deus e a São Eduardo.
E foi nos acréscimos que ele terminou sendo canonizado. Eduardo ainda chegou a fazer pelo menos mais duas defesas fantásticas.
Após o apito final ele ajoelhou-se no gramado, levantou as mãos para o céu, agradeceu a Deus pela luz divina recebida naquela tarde, e chorou. Um milagre havia acontecido.
O dia 7 de dezembro ficou conhecido como “o dia de São Eduardo
Por: Carlos Henrique