Internacional 0×1 Náutico
Brasileirão – 22/10/89
Time raiz, Tchê!
O Náutico era o campeão PE de 89. O Inter seria o vice brasileiro daquele ano.
O Náutico tinha um grande goleiro, Mauri. Freitas e Lúcio Surubim na defesa. Erasmo e Augusto no meio, Nivaldo e Bizu no ataque.
O Inter tinha nada menos que Taffarel no gol.
Não preciso dizer mais nada.
Domingo à tarde, sob o sol reluzente no Guaíba, o Náutico preconizou uma das vitórias mais emblemáticas da sua história.
O técnico Era Paulo César Carpegiani, eterno meio de campo do Inter de todos os sonhos.
Foi aplaudido de pé pelos torcedores, quando entrou no estádio.
O Técnico do Inter era Bráulio, antecessor de Carpegiani no meio de campo colorado.
Quando a bola rolou, e com os dois times alvirrubros em campo, a impressão que deixou era que o time da casa era o Náutico, e que o Inter fosse o visitante.
Uma sequência de blitz na defesa colorada fez Taffarel salvar pelo menos três gols certos no primeiro tempo.
Aos 8 minutos do segundo tempo, um silêncio sepulcro caiu sob o Beira Rio.
Augusto lança para Erasmo na esquerda. Ele ganha do primeiro zagueiro na velocidade, e já dentro da área dá um drible desconcertante no segundo zagueiro, e fica cara a cara com o melhor goleiro do Brasil.
Erasmo dá um toque sutil na bola, que vai morrer mansamente no cantinho esquerdo de São Taffarel. Náutico 1×0.
O Náutico continuou pressionando o Inter no seu campo, e ainda teve mais duas chances reais de gol.
Mas a Vitória final foi nossa. Inter 0×1 Náutico.
Na primeira vez que se encontraram, pelo Robertão de 68, Inter e Náutico empataram em 0×0, também em Porto Alegre.
Dessa vez, no duelo de alvirrubros, os Deuses do futebol deram os louros da Vitória para os de Rosa e Silva, com todos os méritos.
Por Carlos Henrique