Versatilidade e técnica: o que o Náutico enxerga no meia-atacante Júnior Brítez
Análise de desempenho do clube avalia que paraguaio pode jogar em várias funções no setor ofensivo e tem boa capacidade técnica
O Náutico anunciou, neste mês, a contratação de mais um paraguaio: Júnior Brítez. É o segundo do atual elenco – antes dele, chegou Paiva. E o quarto nos últimos dois anos. Seus antecessores são Ortigoza e Jiménez. Mas o que fez o clube apostar em um novo gringo? Entre outros fatores, a capacidade técnica e versatilidade do meia canhoto de 23 anos, que já atuou no Olimpia-PAR, no Sportivo Luqueño-PAR e no sub-23 da Ponte Preta.
É isso que explica Anderson Borges, coordenador do CIN (Centro de Inteligência do Náutico) – departamento de análise de desempenho do clube, cujas atribuições incluem a avaliação de possíveis reforços.
“Júnior Brítez é um meia-atacante (nomenclatura que mais chega perto). Vemos o jogador com essa versatilidade, podendo fazer as três funções do meio pra frente: por dentro como meia, como um terceiro homem de meio e aberto pela esquerda ou pela direita”, afirmou Anderson Borges.
O jogador, desse modo, pode atuar como meia central – um camisa 10 – ou aberto pelas pontas, buscando mais os lances de fundo. Também é capaz, de acordo com a avaliação do Náutico, de atuar mais recuado, armando o jogo de trás.
Essa flexibilidade é vista de forma positiva pelo clube, já que oferece a possibilidade de usá-lo conforme as exigências de cada partida.
Borges vê algumas semelhanças entre Brítez e Matheus Carvalho – ressaltando, porém, que o paraguaio não chega com o peso de substituir o lesionado atacante. Na visão do analista, o reforço tem versatilidade e inteligência dentro de campo.
Além disso, o Timbu também vê uma boa capacidade de Brítez nos aspectos técnicos, sobretudo os mais importantes para jogadores ofensivos.
- É um atleta bastante técnico e que tem bom recurso. Ótimo passe, finalização de média e longa distância e boa bola parada. Além da parte técnica, o que nos chamou a atenção foi na tomada de decisão no último terço e na participação com últimos passes e finalizações.
Físico pode evoluir
Por outro lado, o departamento de análise alvirrubro acredita que precisa trabalhar mais o componente físico do paraguaio, especialmente incrementar a velocidade.
“Vamos tentar potencializar a parte física dele, para se adequar a todas as funções que acreditamos que ele possa fazer. Pois é um atleta que pensa mais o jogo do que usa suas valências físicas como velocidade e força (apesar de sustentar bem a posse, por ter recurso técnico)” , acrescenta Anderson Borges.
Experiência positiva
O fato de ser paraguaio pesa a favor do meia. O Náutico tem um histórico recente muito positivo com jogadores do país vizinho.
- Isso pesa, sim. Todas as experiências que tive com esses atletas foram boas. Outra coisa que sempre conversamos e pensamos é na adaptação desses atletas de fora. Acreditamos que, quando estão com companheiros do seu país ou até de outros países sul-americanos, eles conseguem vincular uma relação de amizade que ajuda demais no dia a dia.
Matéria: https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/nautico/noticia/versatilidade-e-tecnica-o-que-o-nautico-enxerga-no-meia-atacante-junior-britez.ghtml
Por: Globo Esporte
Foto: Divulgação
CARAMBA! SE ESSE ATLETA FOR NA PRÁTICA, TUDO ISSO QUE FOI ANALISADO PELO CENTRO DE INTELIGÊNCIA, PODEMOS DIZER QUE ENCONTRAMOS A GALINHA DOS OVOS DE OURO.
COM TODO ESSES ATRIBUTOS É TUDO QUE UM TREINADOR GOSTARIA DE TER NO ELENCO.
SE TODOS ESSES DOTES FOR EVIDENCIADOS EM CAMPO, VAMOS TER DOIS EXCELENTE MEIO DE CAMPO COM JEAN CARLOS.