TRINTA E QUATRO – 7. A PRIMEIRA VITÓRIA

Era primeiro de maio.

A torcida alvirrubra decidiu prestigiar a equipe.

Quem sabe?

Mas aos dois minutos de peleja uma ducha de água gelada.

Marinheiro abre o marcador para o Encruzilhada.

O Náutico se atira ao ataque.

Zezé perde gol de cego.

O arqueiro Gouveia salva tudo.

Até que a zaga do Encruzilhada mete a mão na bola… pênalti.

João Manuel toma distancia e empata: 1×1.

O jogo vira duelo de vida e morte.

Fernando Carvalheira domina a pelota e manda uma bomba.

Gondim dribla Antenor e coloca no canto de Victor: 2×2.

Salsa grita com Salsinha.

Empate. Intervalo.

Duas bolas nas traves do Encruzilhada na volta ao segundo tempo.

Mas Fernando desempata.

É seu primeiro gol no certame.

O Encruzilhada ataca e Osvaldo Salsa chuta pra Limoeiro.

A bola vai parar na Matriz.

Estácio escapa e mete 4×2.

O árbitro trila o apito.

A noite chega faltando dois minutos para encerrar a peleja.

Os dois minutos restantes serão jogados no dia 6 de janeiro de 1935.

O Encruzilhada marca o terceiro gol.

O Náutico vence por 4×3…

Por: Roberto Vieira

3 respostas a TRINTA E QUATRO – 7. A PRIMEIRA VITÓRIA

  1. FABIO LIMA disse:

    GOSTARIA DE SABER SE ROBERTO VIEIRA ESTAVA
    LA,POIS A PRECISAO DOS COMENTARIOS NOS PASSA
    TAL IMPRESSAO.NO MAIS PARABENS POR SOMENTE FA
    LAR SOBRE COISAS DO SECULO PASSADO.
    DO JEITO QUE VAI,O NAUTICO VAI ACABAR TENDO NA SUA FORMAÇAO:DRACULA,MUMIA,ESQUELETO E GNO
    MO;MAO-TSE-TUNG,A FEITICEIRA E ALI BABA;
    NO ATAQUE BATMAN E O HOMEM ARANHA.
    TREINADOR PAULO ALIBABA E OS IRMAOS METRALHA.

    • Ricardo disse:

      Fabio, mesmo sem lhe conhecer pessoalmente digo-lhe: o Dr. Roberto Vieira, além de médico, é também um grande historiador e deve ser respeitado por todos nós.

      Acho que a intensão dele nesses comentários do passado do Náutico que sempre aparece por aqui, é levar ao conhecimento dos mais jovens o que foi o clube no passado.

      História não foi feita para se jogar no lixo.
      História existe para ser divulgada e reciclada entre aqueles que não tiveram a oportunidade de vivê-la na prática por ter ocorrido em outras épocas que nem éramos nascidos.

      Fazendo um paralelo é como dizia referente ao futebol, o pernambucano radicado desde criança aos 4 anos de idade no Rio de Janeiro Nelson Rodrigues e claro que com outras palavras:

      Devemos cativar os títulos já conquistados.

      É mais ou menos por ai.

      Mais sim, respeito sua opinião.

  2. Ricardo disse:

    Roberto belo texto como sempre.
    Mais nesse caso não posso dizer nada, pois não vivi essa época.

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